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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014




O bom da saudade é que aprisionamos em nosso coração apenas o que foi bom, doce e essencial.
Nana Pereira

terça-feira, 12 de março de 2013




Guardei o último beijo junto com o primeiro raio de sol.

Depois, misturei com a saudade e transformei tudo num punhado de estrelas.


Nana Pereira

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Quando sinto saudade



É como se os pássaros emudecessem repentinamente e um silêncio imenso invadisse a Terra.
É como se as flores desbotassem e enclausurassem seu perfume em um frasco e o lançasse ao mar.
É como se os anjos perdessem uma das asas e ficassem vagando a ermo pelo céu.
É como se todas as noites fossem sem luar, sem brilho, e a Terra fosse um deserto infinito.
Quando esta saudade me invade a alma, é como se eu aprisionasse as estrelas em uma gaiola dourada e o brilho dos meus olhos se apagassem.

Nana Pereira

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Meu coração está na África




















Hoje o dia irrompeu mais cedo ,
A manhã atropelou meu sono sem pedir licença.
A gente se acostuma com os risos, com os abraços,
Com a voz , com os carinhos e com a doçura !
A saudade chegou sorrateira como um gato,
Entrou esbaforida e sentou no meu coração,
A África do Sul é tão longe...
Os filhos quando viajam, deveriam levar a mãe como bagagem de mão.

Nana Pereira

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Abel




















A nova casa é pequena,
Tão pequena...
Não tem varanda , não tem visita de beija-flor,
Não tem hibiscos, vinca de Madagascar, manacá,
Do jardim, só Abel ,a abelha de madeira restou,
Agora ela fica na área de serviço , pendurada perto do tanque.
Esperando talvez por um perfume trazido pelo vento.
O jardim agora é infinito e imaginário,
Fica alojado do lado esquerdo do peito.
As flores?
São aguadas todas as vezes que sinto saudade.

Nana Pereira

terça-feira, 1 de junho de 2010

Saudade





















Hoje não quero fazer nada
Vou colocar umas meias de lã,
vestir um casaco bem quente,
regar a muda de lavanda que plantei,
fazer um café bem quente,
comer o chocolate em forma de rosas.
Hoje não vou fazer nada,
Vou encher de água os bebedouros dos pássaros,
olhar por alguns instantes a torre da igreja e
imaginar para onde foram os pombos que ali se escondem.
vou ouvir Tchaikovsky , só para variar um pouco,
Hoje, decididamente nada quero fazer,
Vou estender as toalhas azuis no varal,
escrever um poema de amor
só para dizer que estou com saudade.

Nana Pereira

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Que falta me fazem teus olhos...
















Que fome é esta sem mais tamanho
quando não estás por perto?
Que vazio é este no fundo da alma?
Que silêncio mais triste e sem perfume
Quantas noites sem estrelas no céu
Quantos dias sem beijos de beija-flor
Ah esse jardim abandonado e sem dono!
Que sede é esta mais sem propósito?
Coração de pássaro sem cantoria
Dentro do meu peito chovem lágrimas
Pequeno lago , barquinho à deriva
Minhas mãos procuram as tuas em vão
Que falta me fazem teus olhos...

Nana Pereira

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ausência
























Ah! Se eu conseguisse dizer...
Por que não escuto músicas
com perfume de jasmim ?
Falta aquele brilho no olhar
Falta aquele jeito de sorrir
O vento entra pela janela
A vela apaga na mesa vazia
O sino de vento tilinta suave
Duas lágrimas caem no tapete
Falta você, em tudo daqui
é impossível não ter saudade
Ah! Se eu conseguisse dizer...

Nana Pereira

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Escrevendo nos muros




















O dia acordou sonolento
nem frio, nem calor
Um silêncio dolorido
Uma falta que me faz
Desando a dizer coisas
sem sentido, sem nexo
vou rabiscando as paredes
escrevo nos muros que encontro
palavras que me vem à boca
desenho um S de saudade
segredo do meu coração
sabor de sussurros doces
sabiá cantando na varanda
sabre de samurai
sonhos que sonham demais.

Nana Pereira

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Saudade




















Tanta saudade
É de matar
É de doer
Se eu não matar esta saudade
Ai de mim ,que acabo por morrer.

Nana Pereira

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Sinto uma coisa no peito


























Às vezes, só às vezes
Sinto uma coisa no peito,
um desconforto, um nó em forma de laço,
Algo como uma dor profunda na alma
um não sei o quê de saudade,
a falta de um abraço.
Saudade de coisas que nunca tive,
Das coisas que nunca vivi,
como se a alma estivesse a me fugir
por entre lágrimas e tristes sorrisos
Um luto por uma flor que não nasceu,
um pássaro que não cantou,
uma abelha que não fez mel,
Sinto uma coisa no peito,
um misto de futuro incerto,
esperanças furta-cores,
estrelas, flores e beija-flores,
uma saudade que não tem jeito
o deslizar de um pincel errante
na tela que ainda em branco
conta histórias de mil noites
Ah essa coisa no peito...


Nana Pereira

sábado, 31 de janeiro de 2009






















Hoje não vou falar de estrelas,
Nem de amor, sonhos ou desejos.
Vou apenas existir...

Nana Pereira

domingo, 25 de janeiro de 2009




























E a saudade foi tanta
que passei a ver seus olhos
nas estrelas.

Nana Pereira













Tonta de saudade
procurei teu rosto
em cada estrela.

Nana Pereira

sábado, 24 de janeiro de 2009




















...e no silêncio da noite, hás de ouvir uma doce canção trazida pelo vento
as estrelas no céu , numa madrugada fria,
Uma saudade que habita meu coração
versos de amor na noite vazia*

Nana Pereira

domingo, 22 de junho de 2008





















Olho o céu vezes sem conta
À procura de estrelas, de sóis
Na esperança de ver o brilho dos olhos teus.

Nana Pereira

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Quando sinto saudade






















É como se os pássaros emudecessem repentinamente e um silêncio imenso invadisse a Terra.
É como se as flores desbotassem e enclausurassem seu perfume em um frasco e o lançasse ao mar.
É como se os anjos perdessem uma das asas e ficassem vagando a ermo pelo céu.
É como se todas as noites fossem sem luar, sem brilho, e a Terrafosse um deserto infinito.
Quando esta saudade me invade a alma, é como se eu aprisionasse as estrelas em uma gaiola dourada e o brilho dos meus olhos se apagassem.

Nana Pereira