Duas criaturas enamoradas o amor torna-se urgente, necessário é o momento em que os corpos se fundem as almas mergulham dentro uma da outra dois corações soam como tímpanos suas bocas, beija-flores sedentos braços entrelaçados calamares estrelas alegres sorriem brilhantes todos os pássaros cantam afinados flores se abrem perfumadas a chuva extasiada chora de emoção o violino sussurra sua música o vento despenteia as flores a lua derrama seu mel sob a terra E o tempo, como ampulheta quebrada para lá fora...
Clave de sol , sustenidos A canção começa suave uma semibreve se espreguiça mínimas e seminimas despertam de repente num crescendo animado um bando de colcheias se atropelam saltitantes, corajosas , retumbantes notas saltando nas cordas mão suave desliza, glissando como abelha cortejando a flor poderiam ser acordes de um piano, um sussurrar doce de flauta ou um violino sereno e amoroso floriste como por encanto, como num conto de fadas, como um buquê de miosótis Rodeado de abelhas e beija-flores.
Noite de agosto, sexta-feira primeiro dia da lei antifumo Mesinhas na calçada saquê com morangos, muitos Beijos furtivos entre conversa e risos Lembranças contadas, sentidas Mãos se procuram vez ou outra um alarme de carro dispara Deve ser hora de irmos embora Ele tira o casaco e me faz vestí-lo abraçados caminhamos alegremente sem repararmos se há lua ou estrelas Tão bom viver assim...
Correm-me pelas veias tantos sentimentos vão-se espalhando até instalarem-se no coração O cérebro apenas coordena os pensamentos vida, sonhos, vontades, carregados de emoção amontoam-se, proliferando tão rapidamente até o momento de explodirem em poemas doces versos que escorrem de minha boca sorriem ,cantam e dançam como estrelas Libertas finalmente, iluminam o céu de tua boca.